Relato: Tunico Lampreira / Fotos: Ricardo Gatin/ Mariana Diniz.

Dia 29 de maio de 2014 saímos de Belo Horizonte – Minas Gerais para fazer uma das travessias mais clássicas do Brasil. A famosa Petrópolis X Teresópolis. Ponto de encontro casa do Tunico (Areno). Éramos três: Tunico (Areno), Ricardo Esteves (Gatin) e Georg Eduard (Alemão).

Fomos de carro em direção à cidade de Teresópolis-RJ.

Dois ingressos do parque nas mãos, mas ainda tínhamos que comprar mais um: o do nosso grande amigo Alemão. Nossa logística foi a seguinte: dirigimo-nos até o parque com sede em Teresópolis (ponto final do percurso), onde compraríamos o bilhete faltante e deixaríamos o carro, pois a travessia começaria em Petrópolis-RJ.

Chegamos a Teresópolis por volta das 16h30min da tarde, estacionamos o carro, fomos para a portaria do parque, compramos o ingresso e partimos para a rodoviária, onde pegamos um primeiro ônibus para Itaipava e um segundo para Petrópolis. De Teresópolis até Petrópolis gastamos cerca de uma hora pela serra.

Nossa recepção na cidade foi muito boa, todos eram prestativos em nos dar as devidas informações. Arrumamos um hotel em Petrópolis bem próximo à entrada do parque. Fomos repousar depois de um delicioso jantar.

Dia 30 de maio de 2014. Agora sim. Já eram 06h15min da manhã e estávamos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos prontos para iniciar a nossa jornada. A proposta era de fazer a travessia no mesmo dia e lá fomos. Começamos a subida pela maravilhosa Mata Atlântica, rumo ao primeiro abrigo com o nome de Açu. Passamos por um cruzeiro que havia a seguinte mensagem impressa na cruz: “AOS QUE AQUI VIERAM E AQUI FICARAM”, homenagem feita a um grupo de montanhista que morreu naquele local por causa de uma tempestade elétrica.

Cruzeiro em homenagem a um grupo de montanhistas que morreu no local.
Cruzeiro em homenagem a um grupo de montanhistas que morreu no local.

Mensagem gravada na Cruz.
Mensagem gravada na Cruz.

Seguimos nosso caminho, passamos por vários pontos Elevador, Cavalinho, Pedra do Sino e finalmente chegamos ao abrigo 4. Dali em diante a descida seria longa e bela. Foram 11 km dentro da Mata Atlântica. Uma trilha em leve declive serpenteando o restante do caminho. Nosso trajeto total foi aproximadamente de 30 km e durou nove horas. Todos no carro novamente, mas ainda era sexta-feira e estava longe de acabar nosso final de semana.

 2014.05.29 a 06.01 - CEM - Serra dos Órgãos e Três Picos - 4 - paisagem  2014.05.29 a 06.01 - CEM - Serra dos Órgãos e Três Picos - 5 - gatin e tunico na trilha

 

No Parque Estadual dos Três Picos.
No Parque Estadual dos Três Picos.

Decidimos ir para Nova Friburgo-RJ encontrar nossos amigos do CEM para fazermos juntos explorações pelos Três Picos. Chegamos ao Abrigo do Alexandre, que nos recebeu de braços abertos, descarregamos nossas tralhas e saímos ao encontro dos nossos companheiros, que já haviam se embrenhado mata adentro para o Pico Menor.

2014.05.29 a 06.01 - CEM - Serra dos Órgãos e Três Picos - 8 - três picos todos na trilha
Encontrando os amigos do CEM no Pico Menor.

 

Nossa caminhada durou 50 minutos até encontrarmos os nossos colegas de montanha. Dagó, Vivi, Cida, Mariana, Eustáquio e seu filho. A subida ao Pico Menor teve algumas escalaminhadas, mas o visual compensou o sofrimento. Do alto avistamos a Bahia de Guanabara e grande parte do Rio de Janeiro.

Subindo o Pico Menor.
Subindo o Pico Menor.
Os Grandes Eustáquio e Juan.
Os Grandes Eustáquio e Juan.
Sr. Presidente e Sra. Primeira Dama: Dagó e Vivi.
Sr. Presidente e Sra. Primeira Dama: Dagó e Vivi.
A linda Mari.
A linda Mari.
Vista espetacular do alto do Pico Menor.
Vista espetacular do alto do Pico Menor.
As cadeias de montanhas vistas do  alto do Pico Menor.
As cadeias de montanhas vistas do alto do Pico Menor.


A noite também foi muito especial, no Abrigo do Alexandre, carinhosamente chamado de Alê, apreciamos um delicioso rodízio de pizza. Todos cansados, fomos dormir. O cansaço era tanto que uma sinfonia de roncos se instaurou pela madrugada, havia ronco para todos os gostos: de trator a maverick.

Dia 01º de junho de 2014, combinamos em fazer a Cabeça do Dragão, Acordamos às 4:00 horas da manhã para subirmos o referido pico. Subimos (Dagó, Tunico, Mariana, Alemão e Gatin) para apreciarmos o nascer do sol. O frio era congelante, mas valeu cada instante para podermos vislumbrar o amanhecer daquele dia.

Gatin no Pico Cabeça do Dragão.
Gatin no Pico Cabeça do Dragão.
O espetáculo natural do nascer do Sol visto sobre o Pico Cabeça do Dragão.
O espetáculo natural do nascer do Sol visto sobre o Pico Cabeça do Dragão.
Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Parque Estadual dos Três Picos (RJ) – 29/05 a 01/06